BIO

Meu nome é Augusto Hauber Gameiro. Tenho 40 anos de idade. Sou natural do município de Canguçu, localizado na região centro-sul do Estado do Rio Grande do Sul. Casado com a jornalista Mariana Bombo Perozzi Gameiro, temos dois filhos: Manoela (8) e Bruno (6). Residimos em Pirassununga SP.
Sou neto de imigrantes alemães (lado materno), portugueses e espanhóis (lado paterno), que chegaram ainda crianças ou jovens ao extremo-sul do nosso país no início do Século XX, em busca de oportunidades e melhores condições de vida.
Sendo de origem bastante humilde, os meus avós e bisavós trabalharam arduamente para conseguirem se estabelecer e criarem suas famílias no novo continente. Como fruto desse trabalho, meus pais tiveram condições de vida significativamente melhores que seus genitores, mas ainda assim, de bastante esforço e trabalho.
Foi nesse ambiente de dedicação, esperança e perseverança que nasci, em 1972, e me criei. Meus pais sempre me ensinaram o caminho do estudo e do trabalho. O resultado foi uma formação sólida, com desempenho escolar sempre bastante satisfatório. Com 13 anos e 11 meses comecei a trabalhar como Menor Estagiário no Banco do Brasil, em Pelotas RS.
Tive oportunidade de cursar uma das mais tradicionais faculdades de Agronomia do país, a “Eliseu Maciel”. Atualmente pertencente à Universidade Federal de Pelotas, a Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (FAEM) foi fundada em 1883 e é a segunda escola de Agronomia mais antiga do Brasil.
O que me levou à escolha do curso de Agronomia foi o meu amor pelas coisas da natureza, que sempre definiram o rumo da minha vida.
Desde muito pequeno eu observava as plantas, os insetos, os animais e a natureza de uma forma geral. Durante a faculdade, estive envolvido em diversos trabalhos extracurriculares, especialmente nas áreas de botânica e entomologia.
Mas foi no último ano da graduação que percebi, mais do que o estudo da natureza de uma forma geral, minha vocação estava direcionada à natureza do ser humano. Foi então que, ao ter contato com as disciplinas das ciências sociais, descobri meu interesse por essa área do conhecimento.
No quinto e último ano da faculdade, praticamente não saía das dependências do Departamento de Ciências Sociais Agrárias da FAEM. Lá tive a oportunidade de trabalhar e aprender muitas coisas com meus professores. A decisão por continuar os estudos em um curso de pós-graduação em Economia ou Sociologia, já estava tomada.
Em 1996, aos 23 anos de idade, tive a satisfação de ingressar no Programa de Pós-graduação em Economia Aplicada na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo.
Considero este, um dos mais importantes passos de minha vida. Ingressar como aluno da USP sempre fora um sonho para mim.
O estudo do homem enquanto agente trabalhador e explorador da natureza, especialmente a agricultura, estava definitivamente cunhado na minha vida daí para frente.
Antes mesmo de terminar o mestrado, no ano de 1997, iniciei – paralelamente à minha formação acadêmica – minha vida profissional, tendo sido selecionado para atuar como Assessor Econômico da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP).
Uma série de portas começou a se abrir na minha vida e cada vez mais o Estado de São Paulo e o Brasil me deram possibilidades que não poderiam ser desperdiçadas.
Algumas pessoas e instituições concederam-me oportunidades que moldaram minha atuação acadêmica e profissional, e uma série de experiências de êxito começaria a acontecer dali para frente.
Após dois anos na FAESP, em 1999 fui convidado para atuar como pesquisador na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a “FIPE”, associada à USP, na capital paulista.
No final do mesmo ano de 1999, recebi um convite para atuar como pesquisador no Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o CEPEA, da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (FEALQ), vinculada à ESALQ/USP, em Piracicaba.
Nesse meio tempo, concluí meu mestrado e praticamente de forma contínua ingressei no doutorado, na mesma escola e programa, a ESALQ/USP, em 1999.
Em meados de 2003, poucos dias após receber o diploma de Doutor, fui convidado a lecionar nos Cursos de Administração de Empresas e Comércio Exterior, da tradicional Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Iniciava-se, portanto, a minha carreira como professor universitário. Lá fiquei até o final de 2005.
Foi na UNAERP, ao assumir a primeira responsabilidade sobre uma disciplina de curso superior, que percebi que minha vocação pela ciência também se estendia ao trabalho docente. Durante cinco semestres tive a oportunidade de praticar e aprimorar minha didática. A carga horária em sala de aula era pesada e o número de alunos idem. Mas a satisfação e o aprendizado que me foram proporcionados mais do que superaram o esforço.
No final do ano de 2004 surgiria a oportunidade que me proporcionou mais um importante salto em minha vida profissional. Prestei um concurso para professor de duas disciplinas – “Economia Rural” e “Sociologia e Extensão Rural” – no Departamento de Nutrição e Produção Animal, na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo, localizado em Pirassununga SP.
Quase que concomitantemente, devido ao afastamento temporário de um professor na vizinha Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), também da USP, fiz um concurso para professor substituto (RTP, 12 horas semanais) no Departamento de Zootecnia da FZEA. De 2004 a 2006 tive a oportunidade também de atuar na FZEA, como professor nos cursos de Zootecnia e Engenharia de Alimentos. E, devido à boa relação que sempre mantive naquela Faculdade, até hoje colaboro com a mesma, em diversas frentes de trabalho.
Mas foi realmente na FMVZ que tive e que estou tendo a oportunidade de desenvolver minha carreira acadêmica e científica. Fui contratado pela FMVZ em janeiro de 2005, em Regime de Turno Completo (RTC, 20 horas semanais). Portanto já se completam oito anos de meu envolvimento nesta Faculdade.
Apenas no ano de 2008 que meu regime de trabalho foi alterado para RDIDP (dedicação integral à docência e à pesquisa). Portanto, estou completando 5 anos de dedicação integral à Universidade de São Paulo.
Estou tendo a oportunidade e a satisfação de pesquisar e lecionar disciplinas da área de ciências sociais para alunos de graduação e pós-graduação que se dedicam à Ciência Animal. É essa multidisciplinaridade que sempre busquei desde o início da carreira, e que me motiva tornando fascinante a minha vida profissional.
É nítido que o meu histórico profissional não foi “linear”. Por diversas ocasiões, algumas atividades foram conduzidas paralelamente.
No ano de 2001 constitui uma empresa – a Natural Consultoria S/C Ltda – para formalizar um trabalho de extensão que desenvolvia relacionado ao setor de heveicultura (a produção de borracha natural). Ocorre que, desde 1997, ainda enquanto assessor econômico da FAESP, eu comecei a me envolver fortemente no estudo da produção de borracha no Brasil.
Aquele estudo era uma demanda da FAESP na época que tive de atender. Quando deixei a Federação, em 1999, para não gerar descontinuidade nos meus trabalhos no setor, criei o que chamei de “Projeto Borracha Natural Brasileira”, que consistia em um sistema de informações eletrônicas (informativo enviado por e-mail e um website) dedicado ao setor. Hoje, mesmo afastado da heveicultura e da empresa, o “Projeto Borracha Natural Brasileira” ainda é a principal referência do setor.
Em minha passagem pelo CEPEA/FEALQ, envolvi-me em diversos projetos de pesquisa e extensão relacionados a alguns setores agroindustriais, como o do algodão, o da mandioca e o do arroz.
Outra frente de trabalho de grande relevância em minha vida profissional diz respeito à Logística Agroindustrial. Em meados de 1996, portanto nos primeiros meses de meu mestrado, conheci o Professor José Vicente Caixeta Filho, que acabou por se tornar meu orientador de mestrado e também de doutorado.
Desde aquele momento eu colaborei de uma forma ou de outra, com os trabalhos de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos pelo Professor Caixeta Filho na ESALQ/USP. Mas esse envolvimento intensificou-se significativamente em 2003.
No ano de 2004, foi formalizada a criação do “Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial” (ESALQ-LOG), coordenado pelo Professor Caixeta. Desde sua criação até os dias de hoje, atuo como pesquisador convidado do Grupo. No início de 2006 fui nomeado “vice-coordenador” do ESALQ-LOG, posição esta que ocupei até o final do ano de 2007.
O ano de 2008 foi um divisor de águas em minha vida profissional. Prestei e fui aprovado em concurso de efetivação para a vaga de RTC que ocupava. Meses depois, como já mencionei, meu regime na FMVZ/USP mudou para RDIDP. Afastei-me da Natural Consultoria e Comunicação.